quarta-feira, 3 de abril de 2013

CAIXA PRETA



Caixa preta, de Jennifer Egan 
(publicado na Ilustríssima)

1. As pessoas raramente são como você espera que elas sejam, mesmo quando você já as viu por foto.

Os primeiros 30 segundos na presença de alguém são os mais importantes.

Se você tem problemas para observar e aparecer, concentre-se em aparecer.

Ingredientes necessários para aparecer com sucesso: risadas; pernas nuas; timidez.

O objetivo é ser ao mesmo tempo irresistível e invisível.

Quando você consegue, os olhos dele perdem certa nitidez.

2. Alguns homens poderosos realmente chamam suas gatinhas de “gata”.

Apesar da fama que têm, gatinhas compartilham um profundo sentimento de camaradagem.

Se o seu Macho Designado é altamente temido, as gatinhas da festa em que você se infiltrou para conhecê-lo serão especialmente gentis.

Gentileza é uma coisa boa, mesmo que seja baseada numa falsa noção a respeito de sua identidade e propósito.

A NUDEZ DE LOGAN WHITE





Logan White é um dos fotógrafos que eu mais gosto. No seu site você pode ver porque suas imagens conseguem nos deixar perplexos. É a mistura da crueza do seu filtro com alguma mínima manipulação pós-revelação. Nessa série exclusiva para o site NoFound, ele fotografa pessoas nuas, e vai mais avante no embasbacar da nossa retina. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

BAD MOTHERFUCKER - BITING ELBOWS EM AÇÃO


O vídeo da banda russa Biting Elbows pega a herança dos jogos de videogame em primeira pessoa, nos colocando no lugar do personagem principal que está em uma fuga cheia de cenas mais do que violentas (pós-Tarantino), inclusive logo nos primeiros segundos, em que um homem encapuzado é morto com um tiro na cabeça. 

A direção é do vocalista e guitarrista da banda, Ilya Naishuler. A ação é muito bem orquestrada tanto na narrativa em si, quanto na maneira com que ela segue cada um dos momentos da faixa. Também, pudera, ele conhece a música como ninguém, não teria como não fazer algo sob medida para ela.

Pela enorme tradição do cinema russo, assim como uma abertura crescente à cultura americana (o que já não é novidade pra ninguém), a nacionalidade do clipe não impressiona. Essa é a continuação do clipe The Stampede, de 2011. A pequena “série” de vídeos foi batizada como Insane Office Escape.


domingo, 24 de março de 2013

LOUIS CK E A IGREJA CATÓLICA


O humorista Louis CK (humorista é pouco) foi atrás para descobrir qual o significado da Igreja Católica, por que ela existe até hoje, e a resposta está nesse vídeo:

quinta-feira, 21 de março de 2013

RELACIONAMENTOS - ARNALDO JABOR



RELACIONAMENTOS
por Arnaldo Jabor


Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. 

Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro.
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo.
- Cinco anos. Que pena, acabou.
- É, não deu certo...

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.

Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa.

Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.

COMO ESTAMOS USANDO AS REDES SOCIAIS?

[Clique na imagem para ampliar]


quarta-feira, 20 de março de 2013

SARA WOOKEY DISSE NÃO À ABRAMOVIC

Sara Wookey executando “Trio A” (1966) de Yvonne Rainer no Festival performático VIVA!, em Montreal. Foto de Guy L’Heureux.


Carta aberta de Sara Wookey, bailarina que se recusou a participar na Performance de Marina Abramović no MOCA. O texto foi publicado em 23 de novembro de 2011 no Artinfo, e a tradução para português foi feita por Susana Canhoto. Sara é artista, coreógrafa e consultora criativa, residente em Los Angeles.

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No dia 7 de novembro, participei numa audição para a produção da artista performática Marina Abramović no âmbito da gala anual do Museu de Arte Contemporânea (Museum of Contemporary Art ou MOCA) de Los Angeles. Eu quis fazer a audição, porque queria participar no projeto de uma artista, cujo trabalho acompanhei com interesse durante vários anos e porque se tratava de um projeto do MOCA, uma instituição à qual estou ligada enquanto artista residente em Los Angeles. De entre as cerca de 800 candidaturas, fui uma das duzentas selecionadas para a audição. Acabou por me ser proposto o papel de uma das seis mulheres nuas que reencenariam a obra emblemática de Abramović, “Nude with Skeleton” (2002), no centro das mesas, com lugares a chegar aos 100.000 dólares cada. Recusei pelas razões que aqui explano, razões que, acredito, têm de ser tornadas públicas.


segunda-feira, 18 de março de 2013

SEM FACEBOOK

do Don't Touch My Moleskine:



Luiza Voll conta na fanpage da Contente sua experiência de deixar o Facebook de lado:

Há um mês atrás eu, Luiza, desativei meu perfil pessoal do Facebook para ver como era a vida sem ele. Existia uma pequena razão aqui e outra ali, mas a principal era a seguinte: eu estava sentindo que não sabia mais usar a internet. Passava muito tempo vendo o feed, consumia principalmente os links que apareciam ali e, se não tinha nada novo, a sensação que ficava era de que também não tinha nada de novo na internet. OPA! Tem algo muito errado aí. Antes do Facebook, a minha sensação era de que a internet era um mundo maravilhoso a ser desbravado e, de repente, me vi sem saber mais como acessar esse mundo. Tinha desaprendido a pesquisar, a questionar, a buscar novas fontes, a ler textos maiores e até a visitar sites. O exercício agora é reaprender isso tudo. É abrir o browser e buscar novos pontos de partida. Eu particularmente estou adorando! Além dessa parte, sinto que tenho mais tempo livre (de verdade), estou lendo bem mais e pensando mais sobre minhas relações pessoais – já que essa é uma parte que muda bastante quando não se tem Facebook. A primeira coisa que fiz antes de sair foi anotar o aniversário de todo mundo na agenda . Não faço apologia para ninguém se desconectar. Com todos os seus pesares acho o Facebook uma ferramenta muito legal com mil aspectos positivos. Amo fanpages, por exemplo, e continuo escrevendo aqui junto com a Dani, mas agora de um perfil sem amigos. A ideia de dividir isso com vocês é somente a de contar sobre essa minha experiência e, quem sabe, também ler a opinião de vocês sobre isso tudo e trocar ideias, o que a gente mais gosta de fazer por aqui! Alguém aqui já fez esse experimento? Tem dicas para mim? Da minha parte, vou seguir compartilhando o que for sentindo aqui com vocês!


O DEMÔNIO E DANIEL JOHNSTON



[via Cinepopulis]:

“O Demônio e Daniel Johnston” é um documentário bastante emocionante a respeito de um artista nato chamado Daniel Johnston, que alguns classificam como gênio, e que, com os passar dos anos, acabou afetado por desordens de natureza psicológica, e que por fim o levou a uma obsessão doentia pela imagem do demônio.

Daniel Johnston nasceu em janeiro de 1961, e desde pequeno sempre se interessou por artes. Ainda quando criança, fazia curtas metragens em Super 8mm, além de desenhos, e música que ele compunha no piano. Um diferencial é que ele não fazia nada através de planejamento. Ele simplesmente sentava em sua cadeira, e começava a compor, ou desenhar, etc.

Com o passar dos anos, ele acabou ganhando destaque entre outros artistas, que perceberam uma genialidade incomum em sua arte. Entre esses, Kurt Cobain, que vestiu uma camiseta do Daniel Johnston durante vários concertos, e o grupo Sonic Youth, com quem Daniel manteve contato. Suas músicas eram comparadas a obras primas de Bob Dylan ou The Beatles. Até que ele se apaixonou por uma garota chamada Laurie Allen, e o sentimento se transformou em obsessão. E com a obsessão, veio a depressão, e outros distúrbios psicológicos, que acabaram afetando sua carreira artística. Ele foi internado em hospitais psiquiátricos por diversas vezes, e apenas hoje, parece ter superado a maioria de seus problemas.



É uma história triste, mas real. O documentário mostra a própria voz e imagem de Daniel Johnston gravados pelo próprio Daniel Johnston no decorrer de toda sua vida. Uma espécie de diário que revela todos seus sentimentos, e pontos de vistas.

Para vocês terem uma idéia da qualidade de sua música, confiram o trecho abaixo, aonde Daniel Johnston dança, enquanto de fundo a gente ouve uma de suas canções, cantadas por ele mesmo:





O filme completo você assiste aqui:




domingo, 17 de março de 2013

BATES MOTEL



Se você ainda não se cansou das franquias de filmes que mostram seus personagens antes de protagonizarem seus sucessos (Homem-Aranha, Batman, Wolverine, Star Trek, etc), agora chegou a vez de Hitchcock se revirar no túmulo com a série Bates Motel, sobre a adolescência de Norman Bates, personagem do filme Psicose.

Você já se pegou pensando como alguém com a personalidade de Norman Bates começou a administrar uma hospedaria? “Bates Motel”, série que estreia no próximo dia 18 com a missão de mostrar a adolescência do psicopata de “Psicose”, mata essa curiosidade. E nem vai ser preciso esperar até o lançamento oficial.

Com a ajuda de uma fotografia que oscila entre o envelhecido e o solar e de uma trilha sonora feita para angustiar, as imagens revelam um crime, focam na relação familiar dos protagonistas e mostram Norman como um rapaz com dificuldade de se compreender.