quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

EU E MEUS AMIGOS MORTOS


There’s A Place in Hell for Me and My Friends é um livro com retratos feitos pelo fotógrafo Pieter Hugo. Ele tirou fotos com câmeras digitais e em cores, e por um complexo processo de manipulação nas matizes de cores por canais, as imagens se transformam nesses retratos monocromáticos que realça a melanina da pele dos modelos. O resultado é que parecem fotos desses zombies de Hollywood. 







quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

NÃO SAI DA MINHA CABEÇA





Emmanuelle Brisson é uma fotógrafa francesa que cria fotos arrebatadoras. É complicado ser fotógrafo e ver a força criativa dela sem ficar com inveja. As fotos acima são do ensaio Can`t get it out of my head de 2010 - 2011. 

O PROBLEMA DO MUNDO, BUKOWSKI



Bukowski escreveu o mundo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

MAJA RUZNIC




A artista Maja Ruznic pinta o que ela lembra. Ruznic acredita que o processo de memória, o que se lembra ou não é um processo criativo. "Algumas vezes eu desenho à partir do movimento da mão de alguém, ou do ritmo da sua fala, ou de como alguém mexe no celular. Tudo isso é sempre um ponto de partida para eu começar a pintar". 



domingo, 23 de dezembro de 2012

THE DRIFTER, ROB MACHADO




É suspeito chamar The Drifter (2009, Taylor Steele), de um filme de surf, é mais sobre experiências pessoais do surfista profissional Rob Machado, que o surf em si.Seguimos Rob em uma viagem para a Indonésia, em busca de paz interior, respostas e de surf claro. Cansado de sua vida pública, Rob decide desaparecer e viver como um sem-teto, apenas acampando em lugares desertos e surfando em praias sem crowd.O filme descreve o bom relacionamento entre o homem e a natureza, Rob narra seus sentimentos e descobertas, e se vê cada vez numa vida selvagem, totalmente isolado da civilização, apenas surfando e escrevendo.As cenas de surfe não irão decepcionar os telespectadores surfistas, enquadramentos em lindas cenas, enquanto Machado mostra performances impressionantes em tubo sensacionais ao longo das sessões.Com um pouco de inspiração 'George Greenough do Crystal Voyager, The Drifter parece "Into The Wild" misturado com surf.Uma pequena obra-prima, às vezes melancólico, com belas paisagens, comédia leve e uma surf soul de primeira classe. Merece estar na mesma liga de "Endless Summer Riding Giants" e pode ser apreciado não só por Rob ou fãs de surf.



PESSOAS E CONVERSAS INÉDITAS - NICK WHITE


Publicado pela editora independente Nobrow Press, esse livro de 36 páginas do artista Nick White, com a coleção de seu mais recente trabalho.

Nick usa revistas antigas e materiais encontrados em sebos e lixos para criar um mundo surreal de humor e imaginação. Retratos de personagens fictícios, diálogos bizarros, e outros acontecimentos absurdos preenchem o livro. Seu trabalho, em alguns momentos como que vindo da cabeça de uma criança, é sofisticado em sua construção e absorve o leitor em um mundo lúdico.






O TERNO - 66



Me diz meu Deus o que é que eu vou cantar
Se até cantar sobre me diz meu deus o que é que eu vou cantar
Já foi cantado por alguém
E além do mais tudo o que é novo hoje em dia falam mal

Então não sei o que eu devo fazer
Pois se eu não posso inovar
Eu vou cantar o que já foi e vão dizer que é nostalgia
E que esse tempo já passou e eu tô por fora do que é novo
Mas se é novo falam mal

E hoje faz sucesso quem faz plágio diferente
E? de repente pode até ser bem legal
Pois já fizeram coisa boa no passado
Eu misturo como eu quero com mais tudo o que eu quiser

Me diz como é que eu posso escrever
Se só de fazer quatro versos
E uma métrica abstrata e invísivel me aparece
Me dizendo que este verso está comprido
e eu já devia ter parado um tempo atrás
E assim só tá piorando
Olha só tá muito grande
Olha que feio tá enorme faz favor de terminar

Então não sei o que eu devo fazer
Pois se eu fizer bem quadradão
Vão me chamar de quadradão
Mas se eu fizer muita loucura vão dizer que eu tô maluco
E desse jeito você nunca vai ser muito popular

Mas hoje o que toca na novela não tem graça
E vai pro rádio pra tocar mais uma vez
Então eu corro pra internet
Sou garoto antenado e baixo o novo embalo quente
Que é de 66
Sessenta e seis!

Dodecafonia, dodecafonia, pra? você!


Primeiro clipe da banda o Terno
Música: 66
Direção: Marco Lafer e Gustavo Moraes
Produção: Alaska Filmes (www.alaskafilmes.com)
Direção de arte: Coyote Produções

Dodecafonia é o nome de uma técnica de composição musical surgid no início do século XX, criada pelo compositor austríaco Arnold Schonberg (1874-1951). Era definida por ele

como ¨um método para compor por meio de doze sons relacionados sómente estre si¨.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

MARKUS VATER TRAÇA






Com simplicidade e sagacidade, Markus Vater cria seus desenhos. Nascido na Alemanha, estudou na Royal College of Art em Londres e já teve trabalhos expostos em várias galerias da Europa.

sábado, 15 de dezembro de 2012

COMÉDIA MTV



O Comédia MTV acabou. A rapazeada que fez a cabeça da MTV durante três anos, que repaginou toda a grade e a cara da emissora está se despedindo da liberdade criativa com que a empresa trata seus criadores. Todos os quadros ainda podem ser vistos no site oficial deles.

Abaixo um dos meus favoritos, um roteiro sensacional.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

DE PENETRA NO JANTAR ABRAMOVIC


por  Nadja Sayej.

Marina Abramović, avó da arte performática, afirma do alto de seus 65 anos que você sabe que ainda é relevante quando jovens aparecem em suas exposições. Seus jantares privados são outra questão. De algum jeito, eu, surpreendentemente, fui convidado pro seu jantar fechado num restaurante elegante de Viena depois de sua mais recente noite de abertura, “With Eyes Closed I See Happiness, 2012”, na Galerie Krinzinger na última quinta-feira. Correção: fui lá como penetra junto com três amigos artistas, e nós, provavelmente, éramos as pessoas mais jovens lá.

Só consegui roubar uma entrevista de 12 minutos com a superestrela do mundo da arte. Mas foi legal. Ela estava com fome e as pessoas estavam usando óculos grandes, cheirando tabaco e derramando vinho tinto nas toalhas brancas. A Abramović conseguiu manter a compostura, mesmo quando tietes estavam tirando fotos enquanto ela comia panquecas doces.

Coloquei uns cristais no meu decote, porque sei que você usa cristais em seu trabalho.
Marina Abramović: Nunca coloquei cristais em meu decote, mas OK. Coloquei cristais perto da minha cabeça e perguntei: "Você sabe que horas são?".

Muitos artistas hoje estão batalhando por espaço. Você tem algum conselho pra nós?
Sim, sim, sim. O meu público é um público jovem. Estou tão incrivelmente feliz e agradecida. Você sabe quem me fez um enorme favor? A Lady Gaga. Ela me trouxe um público jovem. Eu ainda não a conheci, só virtualmente. A Lady Gaga foi ver minha exposição no MoMA em 2010, e ela twittou a respeito, então toda essa criançada foi ao MoMA pra ver Lady Gaga. E mesmo depois que a Lady Gaga saiu, eles ficaram e viram a minha exposição. Tenho algo como 80 mil fãs no Facebook, todos com menos de 30 anos. Adoro! Estou muito feliz.

Mas o meu conselho aos jovens artistas é ser menos egoísta. Quando você chega a certa idade, você tem que dar incondicionalmente. Acho que os jovens artistas devem ser muito menos egoístas do que são. Primeiro, você tem que saber que fazer arte não é uma questão de ser famoso e ter dinheiro. A arte diz respeito a outra coisa. Fama e dinheiro são apenas efeitos colaterais. Isso tem que ficar claro na sua cabeça.

A segunda coisa que você tem que descobrir é se você é um artista ou não. As pessoas querem ser artistas por diferentes razões, mas se você tem que criar, então você pode ser um bom artista. E isso requer um conjunto diferente de sacrifícios. É uma vida solitária. Você realmente tem que se dedicar completamente. Você tem que ser inferior. Você tem que ficar febril, doente, como se fosse a única coisa que existe, o tempo todo.

Então, se você é um artista muito bom, você tem que aprender a sobreviver na sociedade — não se ajustar ao mercado, não poluir seu estúdio. E há muitas coisas que você tem que aprender sobre o negócio. É incrível, minha primeira exposição foi na Itália, e foi tudo vendido. Mas não ganhei um centavo. Todos os artistas passam pela mesma merda. Então vocês têm que ficar juntos e trocar conselhos. Há muito poucos artistas que são realmente generosos. O Robert Rauschenberg era um deles. Ele criou um hospital pra artistas. Ele criou um tipo de conta bancária se você está em apuros como um jovem artista.

Nós precisávamos disso.
E os artistas da minha geração precisam ser generosos também. Estou criando um instituto de arte da performance, onde vou lecionar.

Você acha que dar entrevistas ou palestras é uma espécie de performance?
Peformance é uma palavra usada em demasia. Odeio pensar em uma entrevista ou em uma palestra como um tipo de performance. Algumas pessoas dizem que é uma performance, mas isso é besteira. Não é. Quando faço uma performance, chamo de performance. Esta entrevista não é uma performance.

Como você se relaciona com a moda?
Minha geração odeia o mundo da moda. Na década de 1970, se você usava batom, então você não era um bom artista. E eu disse: "Eu não ligo pra essa hipocrisia. Eu gosto do que eu gosto". Gosto de moda original. Pra mim, a Comme des Garçons é genial, assim como o Yohji Yamamoto. Ultimamente, gosto do Riccardo Tisci. Ele fez este vestido só pra mim, me sinto tão confortável. Olha, tem uma pequena trilha. Me sinto como uma freira em uma missão.

Onde você conseguiu a cruz no pescoço?
Esta é uma Condecoração da Ordem do Mérito Austríaca da Ciência e da Arte, o maior prêmio da Áustria. É incrível de vestir. Eu a uso como jóia, mas na verdade é uma medalha. Foi dada a mim numa cerimônia de quatro horas com o presidente da Áustria, em 2008. Normalmente eles dão a pessoas que têm 70, 80 ou 90 anos de idade, ou que já estão mortos. Estou usando porque a Áustria é o melhor lugar pra usá-la.

E você não se considera um artista feminista, certo?
Não, certamente não. Realmente odeio separar a arte em ideologias específicas. A arte é apenas um caminho. Há arte boa ou ruim, e é isso. Quem está fazendo não é importante.


[via Vice]