terça-feira, 12 de março de 2013

AUTO-RETRATO DE ESCRITORES


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Flannery O’Connor, with attendant fair fowl (of course), 1953
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Sylvia Plath, 1951
Escritores dizem que escrever é uma forma de expressarem seus pensamentos mais internos. Mas não é a única forma. Abaixo alguns escritores fizeram um auto-retrato em desenho/pintura. Impressionante como o traço de cada um combina com seus estilos literários.

segunda-feira, 11 de março de 2013

POCKET SHOW DANIEL JOHNSTON


A honestidade na escrita. Canções desarmadas, diretas, sinceras. O genial e cultuado artista Daniel Johnston é um herói do underground americano, que há anos sofre de transtorno bipolar e esquizofrenia. Johnston briga há anos com sua condição física e mental para que ela não impeça sua arte e suas canções maravilhosas de aflorarem. 

O músico que vive sempre recluso, nos últimos tempos arriscou uma volta bastante comentada aos palcos. Parecia decidido à entrar em turnê para alguns shows, mas acabaram todos cancelados. Chegou a ir ao aeroporto de Houston e teve as malas despachadas para Dallas, onde faria conexão à América Latina (inclusive tinha um show marcado aqui no Brasil, mas foi cancelado). Mas, confuso, aparentando insegurança e com febre, convenceu seu agente que não iria mais embarcar.

Neste vídeo de um recente pocket show na loja NPR Music, ele apresenta alguns de suas músicas mais conhecidas.

Set List:

"Mean Girls Give Pleasure"
"American Dream"
"True Love Will Find You In The End"


A VIDA REAL DE BRIDGET COLLINS






As fotos são da fotógrafa Bridget Collins.

EDUARDO GIANETTI E A CONTEMPORANEIDADE

Intervenções no cérebro.




Um gol de mão.




Toda decisão é precedida de uma atividade neurofisiológica.




"Os meus alunos lutaram pela ética na política, pedindo o impeachment do Collor, e na prova de final do semestre todos colaram vergonhosamente."

 Eduardo Gianetti



[via Douglas Dickel]

O CONTEMPORÂNEO






















Pertence verdadeiramente ao seu tempo, é verdadeiramente contemporâneo, aquele que não coincide perfeitamente com este, nem está adequado às suas pretensões e é, portanto, nesse sentido, inatual; mas, extamente por isso, exatamente através desse deslocamento e desse anacronismo, ele é capaz, mais do que os outros, de perceber e apreender o seu tempo. (…) A contemporaneidade, portanto, é uma singular relação com o próprio tempo, que adere a este e, ao mesmo tempo, dele toma distâncias; mais precisamente, essa é a relação com o tempo que a este adere através de uma dissociação e um anacronismo. Aqueles que coincidem muito plenamente com a época, que em todos os aspectos a esta aderem perfeitamente, não são contemporâneos porque, exatamente por isso, não conseguem vê-la, não podem manter fixo o olhar sobre ela. (…) 

Assim, o mundo antigo no seu fim se volta, para se reencontrar, aos primórdios; a vanguarda, que se extraviou no tempo, segue o primitivo e o arcaico. É nesse sentido que se pode dizer que a via de acesso ao presente tem necessariamente a forma de uma arqueologia que não regride, no entanto, a um passado remoto, mas a tudo aquilo que no presente não podemos em nenhum caso viver e, restando não vivido, é incessantemente relançado para a origem, sem jamais poder alcançá-la. Já que o presente não é outra coisa senão a parte de não-vivido em todo vivido, e aquilo que impede o acesso ao presente é precisamente a massa daquilo que, por alguma razão (o seu caráter traumático, a sua extrema proximidade), neste não conseguimos viver. A atenção dirigida a esse não-vivido é a vida do contemporâneo. E ser contemporâneo significa, nesse sentido, voltar a um presente em que jamais estivemos. 

- Giorgio Agamben, O que é o contemporâneo? e outros ensaios.

domingo, 10 de março de 2013

GIL SEM CENSURA


O programa Sem Censura (TV Brasil) fez um especial na comemoração dos 70 anos de vida do músico Gilberto Gil. O programa está na íntegra no Youtube, e vale muito a pena para conhecer mais sobre sua história e sobre a revolução de que ele fez parte e mudou os rumos culturais do país.



VÍCIO INERENTE - PYNCHON



A adaptação cinematográfica assinada por Paul Thomas Anderson (“Boogie nights”, “O mestre”), com Joaquin Phoenix no papel do detetive Doc Sportello, está em pré-produção e é prometida para 2014. Enquanto ela não vem, o Pop Literário de Sexta fica com o trailer também cinematográfico do romance pós-policial “Vício inerente” (Companhia das Letras, 2010, tradução de Caetano Galindo), do americano Thomas Pynchon.

Lançado um pouco antes do livro, em 2009, o vídeo acima provocou arrepios nos leitores do misterioso Pynchon – um escritor mil vezes mais recluso do que Rubem Fonseca sonhou ser um dia, antes de desistir e cair na gandaia – por trazer uma narração em off que, suspeitou-se, era do próprio autor. Seria mesmo? Sim, era ele, confirmou a editora. Foi quando alguns fãs começaram a acreditar que Pynchon não era Deus, como se dizia até então, mas a identidade secreta de Jeff Bridges.

(via Todoprosa)

sexta-feira, 8 de março de 2013

O PIANO DE RICHARD GRAYSON


E se a 'Marcha Imperial' que John Williams compôs para a saga Guerra nas Estrelas fosse composta por Beethoven? Essa é a transfiguração que o professor e pianista Richard Grayson demonstra para seus ouvintes.



Richard Grayson ficou conhecido por transpor alguns outras canções pop para o universo da música erudita. Como no caso de Smoke Gets in Your Eyes como se fosse Schubert; e Good Vibrations como que composta por Bartók.



quinta-feira, 7 de março de 2013

E SE O DINHEIRO NÃO EXISTISSE? - ALAN WATTS





Vídeo criado sobre um texto do Alan Watts, narrado pelo próprio. Alan discorre à respeito dos valores na vida. E se o dinheiro não existisse o que estaríamos fazendo todos? O vídeo foi legendado pelo Diogo Souza.

Watts foi um filósofo, escritor, orador e estudante de religião comparada britânico. Ficou conhecido como um intérprete e por popularizar filosofias da Ásia para o público ocidental.

Escreveu mais de vinte e cinco livros e muitos artigos sobre assuntos como identidade pessoal, a verdadeira natureza da realidade, alta consciência, sentido da vida, conceitos e imagens de Deus e a busca da felicidade. Existe uma reportagem e uma entrevista com Allan Watts, publicada no Brasil, com o título "Formar um novo Homem" na revista Planeta, número 08, de abril de 1973.

CONSEQUÊNCIA: VIDA