terça-feira, 15 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
CARNAVÁLIA NO CRONÓPIOS
Saiu uma entrevista com o Gabriel Pardal no Cronópios onde ele falou sobre o processo de escrever o livro Carnavália. A entrevista foi feita pelo jornalista Daniel Corrêa, num bate papo que durou lá pra três horas e seis cafés (divido por dois).
Por que Carnavália?
É a brincadeira com o nome. Carne aval. Carne navalha. Carne valia. E porque eu sou baiano e curto muito o carnaval. Já corri e ainda corro muito atrás do trio elétrico.
O livro foi publicado em 2011. Levou muito tempo escrevendo?
Sem contar aquela história dos dezesseis anos, eu comecei a escrever com uns vinte e dois anos e terminei a última versão, a que foi publicada, com vinte e sete. Então foram cinco anos mergulhado nesse tema, sem escrever nada mais que não fosse desse universo. Foi muito cansativo. Eu senti que o livro tinha terminado quando eu não conseguia pensar em mais nada sobre ele.
sábado, 12 de janeiro de 2013
BAS JAN ADER
Em tom ora dramático ora cômico e desprovidas de contexto narrativo, as performances do artista holandês Bas Jan Ader evidenciam a noção de vulnerabilidade. Simples, misteriosas e implacáveis, as experiências às quais o artista se entrega parecem indagar o sentido da vida e da existência humanas. As circunstâncias de sua morte – desaparecido em 1975 no Oceano Atlântico ao tentar atravessá-lo com um veleiro para realizar In Search of the Miraculous [Em busca do milagroso] – contribuíram para a mística em torno dele, como um artista que levou às últimas consequências as indagações sobre o significado e a perenidade da vida.
Suas performances estão agora disponíveis no site Ubuweb.
CAETANO VELOSO 70 ANOS
Caetano Veloso, nascido no dia 07 de agosto de 1942, em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, gravou depoimentos em vídeo sobre sua vida e obra para um especial do seu site em comemoração aos seus 70 anos de vida.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
NICANOR PARRA, O ANTIPOETA
O chileno Nicanor Parra, de 98 anos, "antipoeta" como ele mesmo se define é também físico e matemático. Seu livro mais famoso, Poemas e Antipoemas (1954), se tornou um clássico da literatura latino-americana. Ele foi vencedor do Prêmio Cervantes de Literatura 2011 e é considerado um dos maiores poetas chilenos, ao lado de Pablo Neruda, Gabriela Mistral e Vicente Huidobro.
Segundo Carlos Nejar, no excelente artigo "Nicanor Parra e Vinicius de Moraes", publicado em edição bilingue pela Academia Brasileira de Letras e Academia Chilena de la Lengua (imperdível, sigam este link): "Nicanor Parra, rebelde, contrário ao sistema que impõe suas regras, às vezes estranho, fantástico, antissentimental, forjou seus antipoemas, ainda que 'com odor delicado de violetas', para expressar seu descontentamento com o rumo da literatura tradicional, operando com força desmistificadora. (...) o antipoema abriga a poesia ao avesso, poesia integralmente, sem rasuras, caminhando contra a maré das leis canônicas de uma criação estética bem comportada, em geral modulando a técnica do ritmo, sem o estuário das rimas (o que não quer dizer que não as use, episodicamente) que singularizam a lira tradicional."
MULHERES
(Nicanor Parra)
A mulher impossível,
a mulher de dois metros de estatura,
a senhora de mármore de Carrara
que não fuma nem bebe,
a mulher que não fica nua
por temor de engravidar
a vestal intocável
que não quer ser mãe de família,
a mulher que respira pela boca,
a mulher que caminha
virgem para a câmara nupcial
porém que reage como homem,
a que se desnudou por simpatia
por encantar-se com musica clássica,
a ruiva que ficou de bruços,
a que só se entrega por amor,
a donzela que enxerga com um só olho,
a que apenas se deixa possuir
no divã, à borda do abismo,
a que odeia os órgãos sexuais,
a que casa somente com um cão,
a mulher que se faz de adormecida
(o marido a ilumina com um fósforo),
a mulher que se entrega porque sim
porque a solidão, porque o esquecimento...
a que chegou moça à velhice,
a professora míope,
a secretária de óculos escuros,
a senhorita pálida de lentes
(ela não quer nada com o falo),
todas estas valkírias
todas estas matronas respeitáveis
com seus lábios maiores ou menores
terminarão tirando-me do juízo.
[via Mundo de K.]
DEAR YOKO, JOHN LENNON (HOME VÍDEO)
Versão caseira do John Lennon para a música Dear Yoko, do disco Double Fantasy. Ele gravou em 11 de abril de 1980 em Cold Spring Harbor, Long Island. Com uma câmera parada, ele antecipou o que hoje é feito em demasia graças à webcam. Se você esquecer que foi gravado na década de 80, você pode até pensar que ele fez isso agora, no seu computador e postou em seu canal do youtube.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
EU E MEUS AMIGOS MORTOS
There’s A Place in Hell for Me and My Friends é um livro com retratos feitos pelo fotógrafo Pieter Hugo. Ele tirou fotos com câmeras digitais e em cores, e por um complexo processo de manipulação nas matizes de cores por canais, as imagens se transformam nesses retratos monocromáticos que realça a melanina da pele dos modelos. O resultado é que parecem fotos desses zombies de Hollywood.
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